Possuindo um incomensurável acervo de informações históricas, passando de 11 mil assuntos (entre eles, mais de 300 dados biográficos de pioneiros santanenses e mais de 500 fotos históricas que registram o crescimento demográfico e social da cidade portuária do Amapá).



quinta-feira, 1 de março de 2012

Cumaú: a lendária e pioneira fortificação do Amapá

Foto histórica da Fortaleza de São José de Macapá, a segunda fortificação construída após a demolição do Forte de Cumaú.

O interesse de países europeus em colonizar o que hoje são terras amapaenses registra-se no início do século XVII. Os principais grupos de invasores eram formados por britânicos (Inglaterra) e holandeses.

Entre as diversas fortificações construídas por esses invasores destaca-se o Forte do Cumaú (Camaú), localizado na Ponta da Cascalheira, à margem esquerda do Rio Amazonas, na antiga Província dos Tucujus, cerca de 15km de Macapá, atual Estado do Amapá.

Uma Companhia inglesa presidida pelo Duque de Buckingham, envia à região do Rio Amazonas uma pequena expedição comandada por Roger Fray que, em 1632, chega à foz do Amazonas, vindo a construir um reduto fortificado, denominado Forte de Cumaú, artilhado com sete peças.

Esta fortificação foi erguida com a ajuda de índios Nheengaybos, Aruans e Tucujus, e destinava-se ao armazenamento de drogas do sertão (gêneros de consumo alimentício).

Com a reação luso-brasileira devido às constantes invasões estrangeiras na região amazônica, um grupo contendo viajantes indígenas e europeus, constituídos em uma nau (pequena catraia) e dois patachos (embarcação maior), se dirigem ao Forte de Tauregue (erguido no baixo Rio Vila Nova), mas logo são informados do domínio desse Fortim, obrigando os viajantes europeus a retornarem à Inglaterra.

No entanto, um dos patachos, que levava em torno de 40 tripulantes (em sua maioria, doentes) dirigia-se ao Forte de Cumaú na tentativa de obter auxílio.

Informado dessa movimentação, o Capitão-mor Feliciano Coelho de Carvalho instrui os capitães Ayres de Sousa Chichorro e Pedro Baião de Abreu que, à frente de um destacamento com 30 soldados e 250 índios flecheiros tucujus, seguiram em canoas ao Fortim.

Em 09 de julho de 1632, o Capitão Pedro Baião, com 10 soldados e todos os índios flecheiros atacaram o Forte de Cumaú e em poucas horas obtém a rendição do mesmo, na ausência do Capitão Ayres de Chichorro que ficou incumbido de informar da situação a Feliciano Coelho.

No domínio do Cumaú, percebeu-se que seu Comandante, Roger Fray, na o se encontrava na fortificação, ou seja, no dia anterior, havia deixado o local em uma pequena nau, seguindo em busca de um reforço de 500 homens que viriam da Inglaterra, ajuda pela qual jamais chegou.

Sem saber que seu Forte havia sido dominado por forças estrangeiras, Roger Fray retorna em sua nau. Porém, no dia 14 de julho (1632), no litoral amapaense, o Comandante inglês é abordado pelo Capitão Ayres Chichorro, onde travam uma violenta luta, culminando na morte em combate do Comandante Roger Fray. Com esse episódio, encerram-se as pretensões britânicas de estabelecer-se na Amazônia, em especifico, sob terras amapaenses.

Ao receber tais informações do ocorrido, o Capitão-mor Feliciano Coelho ordena que o Forte de Cumaú seja destruído, juntamente com sua artilharia, inclusive a nau de guerra adquirida pelo Comandante do Fortim durante seus poucos contatos com a civilização amazônica.

No ano seguinte (1633), as autoridades luso-brasileiras são informadas de que o Comandante Roger Fray recebia constantes materiais de guerra (munição, armamento), enviados pelo Conde de Brechier, da Inglaterra, na qual pretendia, à sua custa, fundar uma povoação inglesa nos arredores do Forte de Cumaú.

Já o Capitão Ayres de Sousa Chichorro, por sua vez, em 17 de março de 1637, foi promovido pelo Governo do Grão-Pará ao cargo de Capitão-mor por ato de bravura e coragem na retomada do Forte de Cumaú.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

INCÊNDIO DO BARCO "VELOSO"

Pelo menos 09 pessoas (todas de uma única família) morreram no sinistro incêndio, que causou pânico para inúmeras testemunhas que presenciaram o fato.



Quem tem mais de 40 anos já deve ter ouvido falar da tragédia do Barco Veloso, um trágico incêndio ocorreu em frente ao Porto de Santana e culminou na morte de 09 pessoas, todas de uma única família.

Foi nas primeiras horas da madrugada daquele dia 10 de fevereiro de 1972, que o Porto de Santana foi tomado de pânico causado por um forte incêndio, irrompendo sobre as águas do Rio Amazonas e tomando conta de algumas embarcações que ali estavam aportadas.

O incêndio foi provocado pelo escapamento de gasolina de uma balsa que fazia um desembarque de madeira, na qual espalhou-se pelas imediações de todo o rio.

Detalhes – No descuido de uma pessoa, posteriormente identificada pelo nome de Antônio Barcarena, que, ao atirar um fósforo aceso no rio, provocou o incêndio, surgindo, de imediato, um grande lençol de chamas que cobriria todo o rio. Essa fortes chamas atingiram algumas embarcações ribeirinhas, entre elas, estava o Barco Veloso, que ocasionalmente passava em frente ao Porto de Santana, vindo a destruí-la completamente.

No entanto, uma pronta providência evitou que o incêndio provocasse uma situação mais dolorosa. É que se encontravam, aportados em Santana, além de um petroleiro conduzindo combustível para Macapá, também encontrava-se o navio Veransur, da Companhia de Navegação Mansur, carregado com 43 toneladas de dinamite.

Haviam também no local, os navios Aldebaran, carregando minério de manganês, e o Woensdrecht, de bandeira holandesa, que recebia carregamento de compensados da Bruynzeel Madeiras S/A (Brumasa).

Vítimas – Além dos pequenos danos deixados nas embarcações aportadas em Santana, o sinistro incêndio ainda deixou nove vítimas fatais, todos membros de uma só família, que viajavam a bordo do Barco Veloso, destruído pelas chamas do ocorrido.

Das nove vítimas lotadas no Veloso, pelo menos cinco parentes ainda puderam ser identificadas, como sendo: José dos Santos (irmão), Manoel (irmão), Maria Antônia dos Santos (mãe), Vidalgo Pereira dos Santos (irmão) e Júlio Resende (pai).

As autoridades policiais do (então) Território Federal do Amapá, logo que tomaram conhecimento do acidente, estiveram presentes no local, tendo comandado as ações para debelar as chamas, o próprio Chefe de Polícia de Santana, Comandante Luiz Gonzaga Valle.

sábado, 21 de janeiro de 2012

O SERVIÇO HOSPITALAR DA VILA AMAZONAS

O sistema hospitalar implantado pela ICOMI era considerado um dos mais modernos e sofisticados serviços da América Latina. Ao lado, imagens históricas durante exames realizados no Hospital da Vila Amazonas e sua mais recente situação, sob administração da Unimed.



Em fevereiro de 1955, a pedido do Dr. Augusto Trajano de Azevedo Antunes (Diretor-presidente da Indústria e Comércio de Minérios LTDA-ICOMI), é montado no canteiro de obras dessa mineradora um pequeno posto médico para funcionar na área portuária de Santana, que contava com serviços de assistência médico-hospitalar e serviços de assistência na saúde de seus funcionários.

A instalação desse posto coube ao médico paulista Paulo César de Azevedo Antunes – irmão de Augusto Trajano Antunes – formado pela faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo (SP) e pós-graduado em Saúde Pública pela Universidade Johns Hopkins (EUA). Paulo Antunes convidou o médico Hermelino Gusmão para juntos planejarem e executarem um completo serviço de saúde empresarial e comunitário a ser desenvolvido em conjuntos residenciais fechados.

Inicialmente, o pequeno posto tinha 06 leitos que atendiam somente os constantes casos de moléstias físicas e doenças tropicais, na qual estas enfermidades sempre predominaram e assolaram o caboclo amazônico. O referido posto funcionava temporariamente ao lado do barracão de Manutenção Ferroviária da ICOMI, situado no canteiro de obras do futuro Porto de embarque de minérios de manganês.

Em 1957, após inúmeros acertos técnicos com a diretoria da ICOMI, o arquiteto paulista Oswaldo Bratke focalizou a área definitiva para a construção de um Centro de Saúde completo na futura vila operária da mineradora, que já vinha sendo erguido nas proximidades do cais da ICOMI (a futura Vila Amazonas).

Em junho de 1958, é criada a Divisão de Saúde e Higiene da ICOMI, sob coordenação do Dr.º Paulo César Antunes, na qual abrangia os seguintes departamentos: Saneamento, Medicina Preventiva e Curativa, Enfermagem e Nutrição. Nesse mesmo ano, é concluído e aberto o Hospital de pronto-atendimento da Vila Amazonas, contendo 18 leitos e um centro cirúrgico para emergências.

Em 12 de agosto de 1959, A Divisão de Saúde e Higiene da mineradora anuncia ter contratado 03 médicos-cirurgiões e 09 enfermeiros (ambos os sexos), todos lotados para trabalhar exclusivamente no Hospital da Vila Amazonas.

Segundo relatórios apontados pela ICOMI, entre os anos de 1960 e 1966, o Hospital da Vila Amazonas atendeu 2.071 casos de internamento emergencial e partos naturais, e efetuou 13 cirurgias de indicação médica. Somente a partir de outubro de 1971, foi autorizado o atendimento externo no Hospital (de pessoas não-ligadas à ICOMI), porém, realizando um número limitado de registros para evitar uma possível sobrecarga de demanda de atendimento (ou seja, haviam cerca de 10 vagas semanais para pessoas que não tinham qualquer vínculo com a mineradora).

Com o encerramento da mineradora no Amapá (a partir de 1998), O Hospital de Vila Amazonas ficou sendo periodicamente arrendado para o Sistema Unimed de Saúde que, em 16 de junho de 2004, firmou um convênio de uso privado para durar até 2016, podendo até ser prorrogado.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

INDEPENDENTE ESPORTE CLUBE: 50 ANOS DE EXISTÊNCIA


Time do "Carcará" na década de 1970. Período em era considerado um dos clubes mais respeitados e prestigiados do Amapá.


Bastou a iniciativa do Padre Ângelo Biraghi, durante uma simples reunião entre pessoas interessadas por esporte e lazer, que naquela tarde de 19 de janeiro de 1962, era fundado o Independente Esporte Clube (IEC). Segundo pioneiros, as primeiras assembléias ocorriam no salão paroquial da pequena Igreja de Nossa Senhora de Fátima, localizada no coração da histórica Vila Dr. Maia, no atual município de Santana.

Na ocasião de oficial constituição, estavam presentes: Antônio Villela, José Muniz Ferreira, Francisco Corrêa Nobre, Odon Morales Y Morales, Sebastião Ramalho, José Bandeira, Cláudio Lúcio Monteiro, Melkizedee, Rubens Albuquerque e outros desportistas que residiam na própria Vila Dr. Maia ou nos vilarejos adjacentes à área da mineradora ICOMI, em Santana.

Interinamente foi eleito o Sr. Francisco Nobre (conhecido “Chico Jacaré”) para presidir a nova agremiação santanense até que seus estatutos e situações jurídicas fossem todas legalizadas. Em 22 de fevereiro daquele mesmo ano, numa assembléia que contou com a presença de quase 200 pessoas, foi aprovado o 1º estatuto do IEC, contendo 94 artigos.

Participou de sua primeira partida futebolística naquele mesmo ano de fundação (em 08 de dezembro/62), enfrentando o Guarany Futebol Clube, de Macapá (extinto), onde perdeu por um tento a zero. O jogo aconteceu durante o Torneio “Independência”, organizado pela Federação Amapaense de Desportos (FAD), realizado no antigo campo de esporte do Santana Esporte Clube (na área onde hoje está localizado o Fórum da Comarca de Santana).

Seu primeiro uniforme (oficial nos jogos) era composto de uma camisa amarela e short azul. Em 1965, após aprovarem em assembléia realizada por seus dirigentes, o uniforme foi alterado: camisa/short verde com gola branca e meias verdes. No entanto, em 1972, ocorreu uma nova mudança na vestimenta do clube, ficando o short branco com a camisa/meias verde. A mais recente alteração do uniforme já veio ocorrer na década de 1990, quando passou a utilizar a camisa branca com o short verde.

As conquistas no esporte amapaense – Em meados da década de 1960 receberia dos cronistas amapaenses o pseudônimo de “Carcará da Vila Maia” em virtude de seus atletas serem bem ágeis durante os jogos, onde faziam grandes passes de bola no ar, semelhantes aos vôos das aves de rapina que sobrevoavam a região amazônica.

Sendo assim que conseguiria conquistar sua primeira vitoria em maio de 1964, tornando-se vice-campeão da 2ª Divisão do Campeonato Amapaense de Futebol (CAF) daquele ano. O mesmo título de vice (agora pela 1ª Divisão do CAF) também seria adquirido nos anos de 1972, 1975, 1981, 2002 e 2003 pelo CAF. Porém, procurou se manter como um dos times mais prestigiados da 1ª ou 2ª Divisão dos campeonatos amapaenses das décadas de 1960 e 1970.

A primeira vez que ergue a taça de clube vencedor do CAF aconteceu em 1982, seguindo 1983, depois 1989, vindo 1995 e o último título foi em 2001, quando o Estádio Zerão recebeu um dos maiores públicos numa final de “Amapazão” (foram mais de 5.000 pessoas presentes).

Vale Ressaltar que o “Carcará” foi justamente um dos times que participou do jogo de inauguração do Estádio “Zerão”, em 17 de Outubro de 1990, onde ali venceu o Trem Desportivo Clube por 1 x 0. Estavam presentes na arquibancada, o Presidente da República Fernando Collor, o ministro dos Esportes Arthur Coimbra (“Zico”), Governador do Amapá Gilton Garcia e outras autoridades nacionais, distribuídas entre as mais de 8 mil pessoas que assistiram à inauguração.

Independente x Santana: Clássico do Porto – A conhecida rivalidade desses dois clubes já existe desde janeiro de 1966, quando ocorreu o primeiro encontro de “titãs”, numa partida pelo CAF, no Estádio Augusto Antunes, na Vila Amazonas. O jogo terminou empatado (2 x 2), mas foi apenas um dos mais de 20 encontros oficiais que puderam prestigiar desde então.

Desses encontros, o “Carcará” conseguiu vencer por 08 vezes e empatou 03 vezes. O mais recente certame aconteceu em 03 de outubro de 2009, no mesmo estádio onde começaram as pelejas de quase meio século (Estádio “Augustão”), terminando em 4 x 4.

Um fato curioso desse denominado “encontro de titãs” foi em setembro de 1972, quando dois clubes de uma mesma localidade fizeram a final de um campeonato amapaense de futebol, saindo favorecido o “Canário Amapaense”, que venceu por 2 x 1.

Sua sede própria – Em janeiro de 1969, ainda mantendo seu contato junto à diretoria do clube, padre Ângelo Biraghi começou a realizar diversas rifas e eventos comunitários que ajudariam a arrecadar fundos para construção da futura sede social do IEC.

O citado local para levantar a sede do “Carcará” foi cedida pela Prefeitura de Macapá em meados do mesmo ano, colocando como titular do imóvel a Prelazia de Macapá, que posteriormente repassaria o terreno para a diretoria do IEC ainda na década de 1970.

O terreno compreendido em 80m de frente e 81m na lateral, seria a primeira área patrimonial de propriedade do clube, que até o início da década de 1990, estaria somada com outras áreas espalhadas pelo município de Santana.

No chamado terreno-sede do clube, foi erguida a primeira edificação comercial, que seria de madeira com telhas de brasilit. A edificação teria um pouco mais de 800m² e depois seria construída em alvenaria (já em 1973) para melhor acomodar seus sócios e freqüentadores.

O local seria uma “coqueluche” para a sociedade local, especialmente para aqueles que vinham da capital para se divertirem em Santana. Buscando agradar o público que logo considerou o ambiente bem visto, a diretoria do “Carcará” passou a realizar inúmeros eventos em sua sede.

Um dos primeiros eventos sociais foi em fevereiro de 1971, com a “Festa das Flores”, organizadas para escolher a mais bela jovem da sociedade amapaense. Outro importante evento que anualmente ocorria na sede do IEC era o conhecido Baile “Rainha das Rainhas” que, desde 1984, deixava a sede do clube com ingressos esgotados para a ocasião. Muitos também devem se lembrar do tradicional “Baile das Debutantes”, onde diversas senhoritas realizavam o sonho de dançar uma valsa ao lado de alguma celebridade da televisão brasileira, sendo este um dos eventos mais procurados pelas adolescentes de Macapá e Santana desde sua primeira edição, em 1978.

O “Baile das Debutantes” era tão bem procurado que patrocinadores arcavam com as despesas do evento, evitando que o clube do “Carcará” gastasse durante esse período, que geralmente ocorria entre outubro/novembro. Houve ocasião que o evento que chegou a reunir 50 jovens numa única noite para dançar com um famoso ator da TV.

Além desses eventos, a sede do IEC também promoveu encontros carnavalescos, assim como reuniões partidárias, comunitárias e até ações governamentais e municipais, sem deixar de falar que também serviu como local de apuração de eleições, e palco para posses de prefeitos e vereadores.

Quando houve a transformação do município de Santana, a diretoria do IEC cedeu o espaço para servir como secretarias municipais e Júri Popular, em virtude de anda não haverem locais adequados para funcionar algumas repartições públicas.

Muitos devem se lembrar que, durante o conflito político entre o então prefeito Geovani Borges e o governador do Amapá Comandante Anníbal Barcellos (em 1993), a sede do “Carcará” precisou ser utilizada pelo secretariado municipal, devido o Poder Estadual ter solicitado de volta o prédio onde funcionava o Executivo Municipal de Santana.

Os anos difíceis e a crise do clube – A chamada “crise institucional” do clube começou em 1985, quando o “Carcará” passou a acumular dívidas tributárias, onde algumas obrigações institucionais não eram quitadas por seus diretores.

Alguns ex-presidentes do clube contam que já não havia mais prestações de contas das despesas realizadas pela entidade e constantemente ocorriam divergências entre os integrantes da diretoria, o que acabava atingindo o setor esportivo do clube.

A primeira desistência do IEC sobre o “Amapazão” foi logo depois da conquista de 1983. Chegou a participar de seis jogos do CAF em 1984, mas não se classificou para as rodadas seguintes, retornando somente em 1988, quando a diretoria foi inteiramente substituída, podendo conquistar o Campeonato de 1989.

Uma nova crise atingiria o “Carcará” em meados da década de 1990. Mesmo tornando-se campeão em 1995, a diretoria deixou que a dívida patrimonial ultrapassasse a marca de R$ 10 mil, entre encargos e tributos trabalhistas. Na época, um de seus diretores chegou a cogitar a possível falência do clube.

No entanto, a diretoria procurou amenizar as dívidas após a venda de um de seus terrenos, situado no bairro Paraíso, que media cerca de 30.000m² (local onde hoje está o prédio da nova Prefeitura de Santana), o que veio a causar revolta de diversos associados, que ingressaram na justiça contra a referida diretoria do IEC, denunciando como venda ilegal, sem o consentimento geral dos sócios. A área foi renegociada e posteriormente adquirida pelo poder municipal.

No entanto, em dezembro de 2003, uma nova perda atingiria os associados do “Carcará”: o leilão da sede-central do IEC foi arrematado pelo empresário Carlos Augusto Vieira pelo valor de R$ 137.989,68 como forma de quitar dívidas deixadas por diretorias anteriores.

A assessoria jurídica do IEC ainda tentou reintegrar a área ao clube santanense, sob tentativa de uma liminar em 02 de março de 2006, através do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília (DF), mas sem êxito. A situação ainda chegou ao conhecimento do prefeito de Santana Antônio Nogueira, que sancionou o Decreto nº 0124/06-PMS, declarando a área arrematada como “Utilidade Pública”, visando ali construir o Complexo Administrativo da Prefeitura de Santana, e devolvendo o valor pago para o arrematante. Porém, o caso continua desde então sob júdice.

Mas sabemos que mesmo diante dessas dificuldades enfrentas, na qual obrigaram o clube a se afastar dos grandes campeonatos desde 2004, sua recente diretoria procurou estabilizá-la, vindo a retornar aos grandes jogos profissionais em 2007.

Parabéns pelos seus 50 anos de existência, Independente Esporte Clube!

domingo, 8 de janeiro de 2012

A Visita Presidencial de Costa e Silva



1968. Visita do Presidente Costa e Silva (esquerda), acompanhado do Dr. Augusto Antunes, em Serra do Navio. Pode-se ver o vagão Caboose, que compõe a nova linha ferroviária da ICOMI.



Passava das 10 horas da manhã daquele dia 12 de agosto de 1968, quando uma aeronave da extinta empresa “Cruzeiro do Sul” pousou no campo de terra preta que limitava o Aeroporto de Macapá. Da aeronave desceram inúmeras pessoas que integravam uma importante comitiva em visita ilustre ao Amapá. Entre os passageiros, também vinha o esperado Presidente da República General Arthur Costa e Silva, que foi recepcionado pelo então governador do Amapá General Ivanhoé Gonçalves Martins e alguns secretários.

Na apertada agenda de compromissos pelo Território amapaense, o Chefe da Nação seguiu numa carreata por algumas ruas e avenidas da capital, onde foi aplaudido pela população que se estendia ao longo das vias que foram interditadas para sua passagem. Primeiramente participou da inauguração da Usina Térmica de Macapá, agora denominada Usina Térmica “Costa e Silva”, indo em seguida para a região do Rio Araguari, através da estrada que posteriormente se tornaria a BR-156.

Enquanto o Presidente Costa e Silva acompanhava o andamento das obras da futura hidrelétrica do Paredão, o então Ministro do Interior (que também estava na comitiva presidencial) Dr. José Costa Cavalcanti seguia com alguns assessores para a localidade de Santana, onde pôde inspecionar alguns empreendimentos existentes, como o funcionamento de um novo maquinário da fábrica de compensados da Brumasa.

Nas instalações da mineradora ICOMI, o ministro participou de um almoço com a diretoria da empresa e depois conheceu detalhes do processo de embarque do minério de manganês em um cargueiro que estava atracado naquele cais portuário.

Aproveitando as cordiais presenças no Território, a diretoria icomiana colocou em funcionamento um interessante veículo para servir de apoio em sua linha de transportes de embarque ferroviário: o Caboose seria um vagão adaptado para transportar somente pessoas do primeiro escalão da mineradora, contendo poltronas confortáveis para uma visão panorâmica da paisagem interiorana do Amapá.

A viagem inaugural desse vagão foi justamente realizada com a presença do ministro Costa Cavalcanti, que deixou o Porto de Santana às 14 horas daquele mesmo dia (12), chegando à vila de Serra do Navio por volta das 21 horas, onde ali já se encontrava o Presidente da República e sua comitiva, na qual pernoitaram após participarem de um jantar dançante organizado pela ICOMI.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Avenida Santana: História e polêmicas

Ao lado, estátua de Santa Ana, na entrada da cidade, inaugurada em 26.07.1999, simbolizando a religiosidade local e marco de polêmicas no passado.




Foi na manhã do dia 04 de novembro de 1966 que as Avenidas Santana e Amazonas foram entregues aos moradores da vila portuária de Santana, contida de pouco mais de 10 mil habitantes.

Construídas através de uma parceria entre a Prefeitura de Macapá e a Indústria e Comércio de Minérios Ltda (ICOMI), as duas avenidas se tornariam as principais vias de acesso que interligariam dois núcleos urbanos que se expandiam na região: a Vila Dr. Maia com a Vila Amazonas (esta pertencente à ICOMI).

A obra foi iniciada em meados de 1965 quando somente havia um pequeno caminho estreito que começava no portão industrial da mineradora ICOMI e seguia até o seu conjunto habitacional (Vila Amazonas), enquanto que outro caminho já dava acesso terrestre com os moradores da Vila Dr. Maia.

Vendo esse descaso, a Prefeitura Municipal de Macapá iniciou um projeto de terraplanagem que ampliaria essas duas vias, onde também aproveitou para efetuar a instalação de um sistema de iluminação pública nas referidas avenidas. Na solenidade inaugural, estiveram presentes autoridades políticas e sociais do município de Macapá e respeitosas personalidades da mineradora para entrega da obra. A conclusão indicou a terraplanagem e urbanização de 1,5km da Avenida Santana e 2,2km da Avenida Amazonas, sendo que a última recebeu uma urbanização mais considerável por se tratar do acesso às instalações residenciais dos trabalhadores da ICOMI.

Em 1989, já sob a recém-instalada administração municipal de Santana, o então prefeito Rosemiro Rocha, fez novos serviços de terraplanagens nas duas vias e posteriormente inaugurando-as. Porém, em setembro de 1996, a tradicional Avenida Amazonas passou a ser chamada de Rua Cláudio Lúcio Monteiro, homenageando um dos pioneiros da sociedade santanense. Vale ressaltar que a Avenida Amazonas também era conhecida como Rua Fellinto Muller, numa justa homenagem a um conhecido senador Frances que morreu em um acidente aéreo em 1973. Mas atualmente o logradouro acabou se popularizando com o nome do pioneiro Cláudio Lúcio Monteiro.

A Polêmica mudança do nomeclatura – Em julho de 2005, o vereador santanense Cabral Tork (PMDB) apresentou um Projeto de Lei (PL) que alterava o nome da Avenida Santana para Avenida Miguel Pinheiro Borges, numa atitude legislativa que causaria grande repercussão e criaria polêmica para as lideranças católicas do município, que fielmente devotando por aquela santa protetora.

E depois de um curto embate com a igreja católica, o prefeito de Santana Antônio Nogueira atendeu a um novo pedido da Câmara Municipal, revogando a Lei recém-sancionada com a nova denominação, que tentava homenagear o pioneiro Miguel Pinheiro, um cidadão que muito contribuiu para o desenvolvimento do município.

O veto somente aconteceu depois que diversos setores da Igreja Católica se manifestaram contra a mudança da nomenclatura de um dos logradouros mais antigos da cidade, uma vez que Santa Ana é a padroeira do povo santanense.

Segundo o autor do PL municipal, vereador Cabral Tork, a intenção era somente prestar uma justa homenagem ao citado pioneiro amapaense. Aprovado o PL, a reação da igreja foi imediata. Os padres Premolini Pulidindi, Innocente Bentoglio e Domingos Franzes, além de diretores de pastorais e pessoas influentes da comunidade católica, enviaram um documento ao prefeito Nogueira, questionando o projeto e afirmando que a mudança foi feita sem qualquer consulta à igreja e que aquela decisão política estava sendo considerada uma afronta aos devotos de Santa Ana.

No documento enviado ao Executivo, os padres afirmaram ainda, que, embora Miguel Pinheiro fosse reconhecidamente um pioneiro importante em nível econômico e social do município, existia outras avenidas, ainda sem denominação, além de logradouros e prédios públicos, que podem levar seu nome como forma de merecida homenagem.

Ao final do dito ofício, os religiosos ameaçaram com ato público contra o prefeito e todos os vereadores, caso não houvesse a revogação do PL.

Após receber a correspondência, Nogueira deu início à busca de uma solução para o impasse, explicando à igreja que, como gestor, não cabia a ele a denominação de ruas e avenidas, mas sim à Câmara Municipal e que, para haver uma mudança no projeto, seria necessário uma ação do legislativo, no sentido de aprovação, por maioria qualificada (na época, teria que ser aprovado por 07 vereadores). Sendo assim, o prefeito entrou em contato com o autor do projeto, o vereador Cabral Tork, onde expôs o problema.

Em sua concepção, vereador Tork explicou que ao mudar a denominação da Avenida Santana para Miguel Pinheiro Borges, não teve a intenção de desmerecer a padroeira da cidade, mas apenas homenagear um pioneiro amapaense. Tork também informou não constar nenhum registro nos anais do legislativo santanense, que oficializasse a denominação da Avenida Santana, sendo que daí pensou em elaborar um projeto de lei, que revogaria o nome anterior da avenida (Santana), o que foi aprovado pelos vereadores.

Tanto Cabral Tork quanto o prefeito Antônio Nogueira foram unânimes em reafirmar a importância de Miguel Pinheiro e de sua família para o desenvolvimento do município de Santana, ressaltando ele ser merecedor de diversas homenagens que possam mantê-lo vivo na lembrança do povo, e com isso, decidiram citá-lo com um nome batizado no Complexo administrativo da Companhia Docas de Santana.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em 2011, ...

03 de janeiro – População santanense é surpreendida com aumento na tarifa do transporte intermunicipal, passando de R$ 1,80 para R$ 2,00.

09 de janeiro – Dois homens morrem esmagados sobre o trilho, enquanto dormiam embriagados. O fato ocorre nas proximidades da Lixeira Pública de Santana.

10 de janeiro – Polícia Técnico-Científica (Politec) do Amapá confirma que a ossada humana encontrada no km-51 da BR-210, é da vendedora Oricélia Gomes Borges, que desapareceu na manhã do dia 28 de agosto de 2010 em Santana.

16 de janeiro – O motorista de ônibus Jorge Pereira Morais denuncia o delegado Civil Jurandir Bentes por abuso de autoridade durante um desentendimento com usuário “passe-livre”.

17 de janeiro – Segundo informações do Delegado da Polícia Civil de Santana Francisco Sávio, pelo menos sete policiais que integram o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) são indiciados pelo assassinato do autônomo Antônio Carlos Borges, 38, ocorrido em novembro de 2010.

14 de fevereiro – Um grupo composto por mais de 100 famílias invadem uma extensa área na Rodovia Duca, situado ao lado do ramal que dá acesso ao Porto do Céu.

17 de fevereiro – A Secretaria de Estado da Cultura (Secut) faz a doação de 70 livros didáticos para a Biblioteca Comunitária da Ilha de Santana. Os livros são de utilidade para alunos de 1ª a 4ª série.

22 de fevereiro – Aprovado na Câmara de Vereadores de Santana, o Projeto de Lei que transforma a Casa da Hospitalidade de Santana em instituição de Utilidade Pública.

14 de março – O Diretor-geral do TRE/AP Cláudio Xavier e o chefe de Cartório da 6ª Zona Eleitoral, Adeilson Mendes, participam de reunião com o prefeito de Santana Antônio Nogueira, onde tratam da doação do terreno para a construção do Cartório Eleitoral do município.

15 de março – A Secretaria de Estado da Educação (Seed) certifica mais de 150 alunos do Projovem Urbano do pólo de Santana.

18 de março – Servidores do quadro municipal da Educação de Santana paralisam suas atividades por tempo indeterminado, reivindicando por melhorias de trabalho e reposições salariais.

22 de março – A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) inaugura 03 câmaras frias, sendo uma de congelamento e duas de resfriamento. As câmaras estão instaladas no Frigorífico Matadouro do Amapá (Frimap) e custaram R$ 3 milhões ao Estado.

23 de março – A estudante santanense Mariana Oliveira Alves da Silva, 12, é a representante do Estado do Amapá no concurso “Soletrando 2011” do Programa Caldeirão do Hulk, transmitido pela Rede Globo de Televisão.

24 de março – Realizada audiência pública na Câmara de Vereadores de Santana, na qual foram debatidos sobre o problema de distribuição de água tratada no município de Santana, assim como também a questão das cobranças de consumo que chegam mensalmente atrasadas nas residências dos conusmidores.

28 de março – Além dos servidores da área da educação estarem paralisados, desta vez são os servidores da saúde que paralisam suas atividades por tempo indeterminado, onde reclamam do pagamento de seus vencimentos, atrasado há mais de dois meses. Somente na área da saúde, foram mais de 700 profissionais que cruzaram os braços para o ato, somando com mais os 500 professores e pedagogos do município que já estavam paralisados.

28 de março – Retomada as obras de ampliação do Hospital Estadual de Santana, sob aval do Governo do Estado, ficando os trabalhos nas mãos da empresa ECAP Engenharia Ltda. A conclusão das obras está orçada em mais de R$ 4 milhões.

15 de abril – Até esta data, os servidores municipais da saúde e educação continuavam paralisados, aguardando que o prefeito Antônio Nogueira manifestasse interesse nas negociações com as categorias.

20 de abril – Juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de Santana Marco Miranda da Encarnação, determina a imediata retirada de circulação do município santanense, de 10 placas de táxis. As placas que vão do número 116 a 125, estavam explorando ilegalmente o serviço público de táxi, utilizando-se de placas cujas autorizações já estavam expiradas desde 20 de dezembro de 2008.

25 de abril – Justiça Federal do Amapá fiscaliza a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (CAESA) em Santana. A vistoria teve o objetivo de coletar informações sobre as obras de abastecimento de água do município, pois, somente 40% da população santanense tem água tratada nas torneiras.

02 de maio – Dois funcionários da CIRETRAN de Santana são condenados pelo Juiz Samuel Rubem Zoldan Uchôa, da 1ª Vara Criminal da Comarca e Santana, por haverem inserido dados falsos no sistema Renavam, mediante o uso de suas senhas de caráter pessoal, sigilosa e intransferível.

05 de maio – Através de uma Liminar Judicial, cerca de 30 ambulantes que trabalhavam na tradicional Feira do “Mete a Mão” são obrigados a deixarem seus boxes para no local ser construído o Shopping Popular de Santana.

16 de maio – Uma determinação judicial, impetrada pelo Juiz Marcus Miranda, da 1ª Vara Civel da Comarca de Macapá ordena retirada das famílias que residem ao longo das margens da Estrada de Ferro, desde o município de Santana até o km-09. A ação é movida pela mineradora Anglo American.

16 de maio – Prefeitura de Santana lança seu Portal da Transparência.

17 de maio – 60 servidores da Prefeitura de Santana participam de audiência contra o Banco Paulista, onde acusam a instituição bancária de fazer descontos indevidos em suas folhas de pagamento. Não houve acordo entre as partes.

27 de maio – Inauguração do Complexo esportivo e comercial do bairro dos Remédios. No local, é construído uma praça e uma feira-livre contendo 12 boxes, além de ter sido realizado a pavimentação de vias em bloquetes, drenagem e calçamento de algumas ruas do bairro.

27 de maio – Entra no ar, o Canal-46 STN TV, afiliada local da Rede CNT (SP), com programação regional. A nova emissora está instalada no mesmo prédio da emissora de rádio 93,3 Porto FM (bairro Fonte Nova). O carro-chefe da emissora é o telejornal STN TV.

30 de maio – Governo do Amapá lança o Programa Acelera Santana (PAS). O evento ocorre na sede da Câmara de Vereadores de Santana.

08 de junho – Prefeitura de Santana e Associação dos Empreendedores de Santana (AVAS) assinam um Termo de Acordo, com objetivo de garantir a locação provisória aos feirantes que anteriormente ocupavam os boxes da antiga Feira do “Mete a Mão”.

15 de junho – Passa a funcionar em Santana, o Grupo de Recuperação “Fumantes Anônimos” (F.A).

16 de junho – Agência dos Correios de Santana é assaltada por 02 elementos que são presos horas depois.

19 de junho – Um grupo anônimo usa explosivos para estourar os caixas eletrônicos do Banco Itaú, no município de Santana. As primeiras informações são repassadas por testemunhas que descreveram uma moto XTZ e um veículo Gol.

20 de junho – Brasília (DF). Governador do Amapá Camilo Capiberibe é recebido pelo ministro da Secretaria Nacional dos Portos, Leônidas Cristino, onde trata de encontrar soluções que possam desenvolver o Porto de Santana.

21 de junho – Governo do Amapá repassa R$ 580 mil para a Casa da Hospitalidade de Santana, referente a convênio para manter o Projeto Aconchego. O repasse é assinado com a direção da entidade.

04 de julho – Os promotores de Justiça da Comarca de Santana, Roberto Álvares, Afonso Guimarães e André Araújo, inspecionam três delegacias de Polícia de Santana, para avaliar as atuais condições de trabalho da Polícia Civil no município.

06 de julho – Acontece no plenário da Câmara de Vereadores de Santana, a 4ª Conferência Municipal de Saúde de Santana. O evento reuniu agentes governamentais e representantes de entidade civis organizadas do segmento da saúde.

11 de julho – O barco ribeirinho “Diamante Negro” naufraga nas proximidades do Pau Cavado, quando retornava para o município de Santana (AP). Pelo menos 05 pessoas morrem no naufrágio e 32 passageiros sobrevivem.

16 de julho – Acontece em Santana, uma manifestação pública denominada “Acorda Santana”, percorrendo diversas ruas e avenidas da cidade, com intuito de pedirem o afastamento de Antônio Nogueira da Prefeitura de Santana, sob acusação de irregularidades administrativas.

22 de julho – Moradores de Santana denunciam o atendimento da CEA, alegando não encontrarem explicações para o aumento de mais de 100% no valor das faturas de energia elétrica, entregues este mês nas residências. Ver 25.07.2011.

24 de julho – Vereador santanense Robson Coutinho (PPS) envolve-se em acidente automobilístico na Rodovia Salvador Diniz, onde sua Pick-up capota e mata sua acompanhante, a domestica Elisvangela Morais Barros de Oliveira, que teve seu corpo cuspido do veículo.

25 de julho – Diretoria da CEA admite erro no envio das faturas de cobrança indevidas de energia elétrica aos consumidores residente em Santana. A afirmação teria sido motivada a partir de denúncias divulgadas na imprensa local. Segundo a estatal, o acréscimo observado nas faturas teria sido originado pela falta de leituristas e de um cálculo de consumo abrangendo seis meses.

13 de agosto – Inauguração da Praça Poliesportiva do bairro Fonte Nova. A obra custou R$ 806.358,03 mil, com recursos do Governo Federal, provenientes de uma emenda participativa da Bancada Federal do Amapá.

14 de agosto – Morre o Comandante Anníbal Barcellos, ex-governador do Amapá. Durante suas duas gestões no Governo amapaense, Barcellos deu muita atenção para o município, onde aplicou recursos para inúmeras obras hoje existentes como escolas, poste de saúde e logradouros.

15 de agosto – Operários da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de Santana retiram todas as barracas comerciais que estavam construídas na lateral da antiga sede do Independente Esporte Clube. A ação faz parte de um projeto de limpeza e urbanização desenvolvido pela Prefeitura de Santana.

24 de agosto – A Revista “Veja” desta semana, dá destaque a um trabalho desenvolvido por professores de matemática da Escola Estadual Professor José Barroso Tostes, em Santana (AP). A matéria da revista aborda como algumas escolas têm o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) maior que a média do Estado, e ainda se destacam nas Olimpíadas de Matemática. Na última edição do concurso nacional de matemática, 04 alunos dessa escola ganharam medalhas.

24 de agosto – Governador do Amapá Camilo Capiberibe e o prefeito de Santana assinam o Protocolo de Intenções entre o Estado e o município que institui oficialmente o Grupo de Trabalho que vai possibilitar que o Estado passe a ser controlador do Porto Organizado de Santana.

25 de agosto – Polícia Militar intervém na retirada de 200 famílias que invadiram uma área particular, pertencente a Senhor Nelson Richeni, situado nas proximidades do loteamento Jardim de Deus. A decisão de retirada foi deferida pelo Juiz Marco Miranda, da 1ª Vara Cível da Comarca de Santana.

27 de agosto – O cabo da PM Vanderlei Ferreira da Silva (Cabo V. Silva), 41 anos, é assassinado com 17 terçadadas pelo corpo, sendo ainda socorrido, mas não resiste aos graves ferimentos. Segundo o acusado pelo crime, Eriosvaldo Rodrigues da Silva, o motivo ser um relacionamento que o PM estava tendo com a ex-mulher do acusado, porém, depois ficou constatado que Eriosvaldo havia matado o PM errado.

30 de agosto – Presidente da empresa Amapá Celulose e Papel Ltda (Amcel), Takuya Kuwahara anuncia a construção de uma nova fábrica de cavacos em Santana, vindo a substituir a atual que já apresenta deficiência operacional e defasada.

13 de setembro – A jovem evangélica Rosana de Oliveira Bezerra, 17, é assassinada por um desconhecido no momento que saía de um culto evangélico. O crime repercute no município.

16 de setembro – Em denúncia ajuizada, o Ministério Público Federal (MPF/AP) acusa o ex-prefeito de Santana Rosemiro Rocha, por não prestar contas de um convênio firmado com o extinto Ministério da Assistência Social (MAS).

25 de setembro – O foragido da justiça Paulo Roberto Lima da Silva (conhecido “Paulo Psicopata”) é preso em Santana, quando fazia uma doméstica de refém durante duas horas. O fato ocorre próximo do Terminal Rodoviário e envolve dezenas de policiais do BOPE. Paulo Psicopata também foi reconhecido por uma testemunha como sendo o homem que matou a adolescente Rosana Oliveira Bezerra no dia 13 de setembro.

26 de setembro – Partidos que integram aliança política com o prefeito de Santana Antônio Nogueira divulgam uma Nota de Apoio, onde acusam o vice-prefeito Carlos Alberto Mathias de armar um golpe para destituir o prefeito Nogueira do cargo, alegando desvios de recursos federais, havendo até mesmo a participação de vários vereadores santanenses. Os partidos que assinam a Nota são: PT, PSB, PTN e PCdoB.

27 de setembro – Vice-prefeito de Santana Carlos Mathias informou ingressar na justiça contra o prefeito Antônio Nogueira por conta das acusações que o prefeito vêm fazendo sobre procedimento que seriam ilegais na Secretaria Municipal de Santana, quando Mathias era gestor municipal daquele setor. O vice acumulava o cargo de secretário municipal, quando o prefeito Nogueira o exonerou e expediu uma Nota acusando-o de ter sido denunciado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por direcionamento de licitações e fracionamento de despesas, ocorrido na Semsa.

27 de setembro – Em sessão realizada na Câmara de Vereadores de Santana, é aprovado o afastamento por 90 dias do prefeito Antônio Nogueira, contados por 07 votos a um. Nogueira vinha sendo acusado por desvio de finalidade na aplicação de recursos do setor da saúde. Nesta mesma sessão, é aprovada a criação de uma comissão processante para apurar tais denúncias contra o gestor. Nota: Durante a sessão, populares presentes jogaram ovos e bolinhas de papéis nos vereadores que estavam compondo a oposição do Executivo municipal.

30 de setembro – Durante assinatura de convênio com o Governo Estadual, o prefeito Antônio Nogueira rasga a notificação judicial que o afastava do cargo municipal. O ato ocorre em frente à Prefeitura de Santana, diante de autoridades políticas e sociais.

03 de outubro – Ocorre na Câmara de vereadores de Santana, a posse do vice Carlos Mathias para assumir a vaga de prefeito de Santana, no lugar de Antônio Nogueira, que no entendimento dos vereadores santanenses estava afastado do cargo por 90 dias., decorrente de denúncias de desvios de verbas federais na Semsa.

04 de outubro – O Juiz José Bonifácio Lima da Mata, da 3ª Vara Cível de Santana concede uma liminar (Medida Cautelar Inominada Preparatória) para manter Antônio Nogueira no cargo de prefeito de Santana. Durante todo esse dia (04), a cidade de Santana ainda ficou tendo dois prefeitos, sendo um na prática e outro sob apoio judicial.

12 de outubro – A menor Maria da Conceição Trindade Fonseca, 15, é morta com uma facada no peito por outra menor, de iniciais F.M.V.V., de 14 anos, motivados por um suposto triângulo amoroso.

12 de outubro – Governo do Amapá assina convênio de R$ 512 mil para atender 17 instituições sociais no município de Santana.

25 de outubro – A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informa ter detectado fraudes na distribuição de processos no Fórum do município de Santana (AP). O chefe do cartório de distribuição de processos da Comarca de Santana é afastado, pois, segundo as investigações, o mesmo processo era distribuído em outras Varas, o que favorecia uma das partes envolvidas no processo.

27 de outubro – Acontece no plenário da Assembléia Legislativa, uma audiência pública, que discute sobre a transferência do controle do Porto de Santana para o Estado do Amapá.

30 de outubro – O conhecido professor santanense Silvio Romero Dantas morre em acidente automobilístico na Rodovia Duca Serra.

07 de novembro – Diretoria da CEA recebe do IEPA, o relatório ambiental simplificado para instalação da Usina Termelétrica de Santana.

11 de novembro – O Centro de Referência de Atendimento a Mulher (CRAM) realiza a 1ª Conferência Municipal Sobre Transparência e Controle Social, com o tema: A Sociedade no Acompanhamento e Controle da Gestão Pública. O evento ocorre no plenário da Câmara de Vereadores de Santana.

17 de novembro – Em sessão histórica, que durou mais de horas, vereadores santanenses aprovam uma nova cassação para o prefeito Antônio Nogueira, porém, os advogados do prefeito conseguem uma liminar que tira a eficácia das decisões do legislativo, sendo preciso buscar uma determinação judicial.

18 de novembro – O Desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos, do TJAP, indefere uma Suspensão de segurança, pleiteada pela Câmara de Vereadores de Santana, e mantêm o prefeito Antônio Nogueira no cargo.

18 de novembro – Prefeito Antônio Nogueira anuncia a demissão de mais de 100 servidores do contrato administrativo por não haver condições financeiras de mantê-los na folha de pagamento.

23 de novembro – Brasília (DF). Senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) garante R$ 100 milhões no Orçamento da União para 2012, com o propósito de serem aplicados na infra-estrutura do Porto de Santana.

23 de novembro – O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá indefere no aumento do número de vereadores para o município de Santana, que pularia de 10 para 17 vereadores.

25 de novembro – Instalada a Vara do Juizado de Violência Domestica e Familiar contra a Mulher, no Fórum da Comarca de Santana.

28 de novembro – Os responsáveis pela explosão do caixa eletrônico do Banco Itaú são descobertos pela Polícia Civil de Santana. Ao todo são indiciados 04 pessoas e um menor, que foram unânimes em dizer que “tudo não passou de uma brincadeira”.

05 de dezembro – Atraca no Porto de Santana, o transatlântico britânico Prinsendam, trazendo mais de 1.100 turistas americanos, franceses e canadenses, onde aqui realizam um roteiro de visitas por Macapá e Santana. Este foi 5º (e último) cruzeiro internacional que visitou o Amapá durante o ano de 2011.

14 de dezembro – Juizado Cível e Criminal da Comarca de Santana doa produtos alimentícios e higiene/limpeza para o Centro de Saúde Pediátrico Padre Luiz Monza, situado no bairro Fonte Nova.

16 de dezembro – Após reunião entres os diretores da CEA e Eletronorte, é anunciado o início de um racionamento temporário de energia elétrica no Amapá, devido o nível das águas do rio Araguary está abaixo das condições necessárias para geração hidrelétrica.

17 de dezembro – Inauguração da Praça da Juventude, no bairro Hospitalidade. O local era conhecido como “Campo do Maconhão”.

22 de dezembro – A Legião da Boa Vontade (LBV) doa 13 toneladas de alimentos não perecíveis para mais de 300 famílias carentes de Santana. A entrega ocorre no salão da Paróquia São Pio de Pietrelcina.

23 de dezembro – Entra em funcionamento experimental, a Usina Termelétrica Santana II, com intuito de acabar com o racionamento de energia elétrica no Amapá. A UTE é mantida pela empresa Aggrekko, com geração inicial de 24MW.