Possuindo um incomensurável acervo de informações históricas, passando de 11 mil assuntos (entre eles, mais de 300 dados biográficos de pioneiros santanenses e mais de 500 fotos históricas que registram o crescimento demográfico e social da cidade portuária do Amapá).



terça-feira, 26 de julho de 2011

Chegada das primeiras locomotivas ao Porto de Santana

A foto acima foi registrada no Porto suburbano de Leatron, em Nova York (EUA), na manhã do dia 11 de março de 1955, onde teve a presença do Dr. Augusto Trajano Antunes (diretor-presidente da ICOMI), Mr. HUmmel (US Sttel) e Sr. Lerry James (representante da General Motors-GM, empresa que fabricou as 03 primeiras locomotivas que foram vendidas para a ICOMI, em contrato firmado em 1954).

Essas locomotivas eram tipo diesel-elétricas SW de 1200HP, projetadas por engenheiros-ferroviários da Electro-Motive Division, setor vinculado à multinacional G.M.

Elas vieram diretamente dos EUA para o Brasil, trazidas pelo cargueiro norte-americano Mormacwan, da frota Moore Mc Cormack, chegando ao canteiro de obras do Porto da ICOMI, em Santana, no final da tarde do dia 30 de março de 1955, nessa ocasião meu avô (funileiro-soldador Luís Silva, do quadro da ICOMI) assistiu a chegada desses maquinários e participou do desembarque, onde mais de 40 homens tiveram que usar da força dos braços e de alguns guinchos inconfiáveis para içá-los.

Na foto abaixo, podemos observar ao fundo da imagem que nem sequer haviam casas por onde hoje fica a Avenida Santana.

A chegada dessas locomotivas foram registradas por um repórter da revista "Ferroviária", que tirou diversas fotos do momento do desembarque no cais da ICOMI, na qual seriam depois publicadas na edição de novembro dessa revista, com direito até mesmo a uma extensa reportagem falando das nossas riquezas minerais e das intenções econômicas da mineradora no então Território Federal do Amapá.

Vale ressaltar que o Mormacwan foi o primeiro cargueiro, da linha de transatlânticos estrangeiros, a ancorar no "píer" de Santana, onde também veio trazendo mais de 1.500 toneladas de material destinado à construção da ferrovia Santana-Serra do Navio (entre vigas, dormentes e placas sinalizadoras).


Registro feito na chegada das locomotivas ao Porto de Santana, em 30/03/1955, ocasião em que dezenas de homens ajudaram no desembarque dos maquinários.

domingo, 24 de julho de 2011

Hospitalidade: do amparo social que denominou um bairro


A trajetória desse bairro santanense iniciou-se com a chegada do padre Luigi Brusadelli, na vila distrital de Santana em março de 1977, indicado para dar prosseguimento aos trabalhos eclesiásticos que ali eram empenhados pelas Paróquias de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (nas proximidades da Vila Amazonas) e Nossa Senhora de Fátima e Sant’ Ana (Vila Maia).

Logo em sua chegada, padre Brusadelli adquiriu um pequeno terreno atualmente situado na Avenida Castro Alves, nas proximidades da extinta empresa holandesa Bruynzeel Madeiras S/A (Brumasa), de onde se deslocava diariamente para uma dessas paróquias, com intuito de realizar missas e ações comunitárias.

Em certa ocasião, de retorno à Casa Pastoral, o missionário católico encontrou uma senhora idosa, abandonada numa calçada, quando decidiu convidá-la para morar consigo e ajudá-la. Dessa atitude, vieram consecutivamente outras pessoas idosas e oprimidas para também ocuparem sua pequena e humilde casa, que tão logo foi se tornando referência de “abrigo”.

Em dezembro de 1978, vendo que sua casa não mais oferecia estrutura física para acomodar essas pessoas desamparadas, padre Brusadelli enviou um pedido de ajuda (via carta) ao então Bispo da Prelazia de Macapá, Dom José Maritano, onde solicitou um novo local para abrigar esses necessitados.

De imediato, a Prelazia de Macapá (a Diocese viria anos depois) conseguiu obter do município macapaense, através de um Termo de Doação Pública, um extenso lote de terras, onde ali iniciou as obras de construção de um prédio para abrigar crianças (órfãs), pessoas excepcionais e idosos abandonados.

Em 1º de setembro de 1979, uma autorização cedida pela Prelazia de Macapá, funda a oficialmente uma entidade sócio-assistencial não-governamental, denominada “Casa da Hospitalidade” em Santana, com intuito de auxiliar pessoas em condições precárias e menosprezadas pelo âmbito da sociedade.

Em janeiro de 1980, já chegavam as primeiras crianças entre 02-06 anos de idade, trazidas pelo padre Luigi Brusadelli, que reconlheu-as de algumas viagens fluviais feitas pelos interiores da Amazônia.

Em 22 de fevereiro de 1984, o prefeito de Macapá Murilo Pinheiro, assinou um novo convênio com (agora) Diocese de Macapá, doando uma área referente a 04 lotes para ali ser ampliada a Casa da Hospitalidade, sendo construída uma igreja e um bloco de 05 salas.

Em março de 1985, a entidade já é reconhecida como referência local, quando um plebiscito político eleva a Casa da Hospitalidade como instituição filantrópica. No final desse mesmo ano, a expansão irregular de algumas dezenas de casas nas redondezas daquela entidade, já denominavam-nas pelo termo popular de “bairro da Casa da Hospitalidade” ou “bairro da Hospitalidade”.

Vale ressaltar que diversas invasões se formaram nas imediações da atual Avenida Castro Alves, seguindo no sentido da área portuária de Santana, formando quarteirões entre o Canal da Avenida Princesa Isabel até a Avenida Maria Colares.
Em 06 de junho de 1989, a Câmara de Vereadores de Santana deu parecer favorável ao requerimento do vereador Claudomiro de Moraes Guedes, denominando de bairro Hospitalidade, a área populacional formada entre as ruas Presidente Costa e Silva até a Rua Cláudio Lúcio Monteiro (próximo ao campo do “Maconhão”).

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nazismo na Ilha de Santana?





Foto de submarino Nazista que, segundo relatos do folclore amazônico, pode ter supostamente aportado na Ilha de Santana (AP), em meados da década de 1940, devido ali haver um padre de nacionalidade alemã, que possivelmente era adepto àquela ideologia partidária que se consumava socialmente pela Europa Ocidental naquele período.





No final do mês de maio passado, durante a programação de lançamento de um novo canal de TV em Santana, foi exibido uma série de reportagens que falavam sobre a fundação da cidade de Santana, assim como os primórdios de sua origem, iniciada pela Ilha de Santana.

Porém, numa dessas reportagens, houve um curioso assunto que causou grande repercussão na imprensa local: a possível existência de famílias nazistas que tenham residido temporariamente na Ilha de Santana há mais de 60 anos. Seria verdade ou puro folclore daquela comunidade ribeirinha?

Entre os poucos documentos e informações que registram a trajetória da Igreja Católica no Amapá, sabe-se que em janeiro de 1942, dois padres (o italiano José Beste e o alemã Orlando Bernard Bahour) foram enviados, a pedidos do vigário da Paróquia de Macapá, padre Felipe Blank, para realizarem trabalhos religiosos na região de Ilha de Santana.

De acordo com esparsas informações arquivadas na Cúria Diocesana da secretaria da Diocese de Macapá, esses dois padres pertenciam à Congregação dos Missionários da Sagrada Família (MSF) e apenas o padre José Beste (1911-1965) se comunicava esporadicamente com os moradores da Ilha de Santana devido falar pouco sobre nosso idioma, enquanto que o padre Bernard Bahour (1915-1986) apenas mantinha ligeiros contatos com o colega religioso através de algumas palavras com sotaque italiano ou com sinais mímicos. Ninguém que residia na Ilha de Santana nesta época pôde confirmar se conseguiu manter qualquer tipo de contato pessoal com este padre alemão. O contrario ocorria com o missionário José Beste, que constantemente visitava as casas ribeirinhas e realizava missas em locais onde nenhum outro religioso havia conseguido realizar.

Além de responsável religioso, padre Beste também lecionava para as poucas crianças que moravam nas proximidades do Campanário construído na Ilha de Santana por esses missionários. Elas eram levadas por seus pais até a Casa de Campo dos padres, ficando pela parte da manhã e somente eram buscados por volta do meio-dia.

Quando padre Beste se deslocava para Macapá ou para outras localidades distantes, com intuito de arrecadar recursos materiais ou realizar missões, era o padre alemão Bahour que ficava incumbido de trabalhar naquela Casa de Campo religiosa. Porém, havia um problema social: Bahour não pronunciava uma palavra sequer em português e sua comunicação com o colega missionário era através do idioma inglês, na qual os dois religiosos sabiam expressar forçadamente.

De acordo com depoimento de antigos moradores, as constantes ausências do padre Beste causava um certo “incômodo” para a pequena comunidade ribeirinha da Ilha de Santana, já que ninguém sabia manter contato verbal com o padre Bahour quando estava à frente do Campanário. Devido não ter tal influência social, o padre alemão procurava entreter o tempo local com ações de caça e pesca pela região, onde era visto seguindo em canoa pelos rios Matapí ou nascente do Amazonas, retornando ao Campanário no cair da noite.

Sob relato popular, conta-se que padre Bernard Bahour não realizava missas semanais e sequer efetuava visitas domiciliares, muito menos se demonstrava hostil quando alguma pessoa “encostava” no trapiche do Campanário dos Missionários de forma inesperada (sem avisar), o que levantava inúmeras desconfianças dos moradores da Ilha de Santana sobre as ocupações externas daquele representante católico na região.

Diversos comentários corriam à solta. Há boatos sobre sua crença nacionalista, em virtude de ser natural da Alemanha e o período em questão estaria voltado para a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), podendo está apoiando enfaticamente o Nazismo que, na época, imperava em boa parte da Europa Ocidental. Porém, os comentários eram incertos. O que se sabe sobre o padre Orlando Bernard Bahour estaria ligado com seus diversos pedidos de transferência pastoral.

Em uma das poucas correspondências arquivadas na Diocese de Santarém (PA), instituição que gerenciava as Paróquias e Igrejas católicas do Amapá antes da criação (em 1949) da Prelazia de Macapá, consta uma carta redigida pelo padre alemão para aquela Diocese, onde relata sobre os trabalhos que vinha empenhando na Casa de Campo dos Missionários da Sagrada Família – na Ilha de Santana. Aproveitando o mesmo envio, Bahour solicitava ao Encarregado da Diocese de Santarém, padre Vitorino do Carmo, o seu retorno à capital paraense, onde havia liderado uma Igreja na cidade de Bragança (PA), antes de receber a ordem superior para construir o Campanário de Ilha de Santana. Seus pedidos foram negados em virtude de não haver substitutos religiosos para a Missão.

Em Julho de 1943, o Campanário dos padres de Santana recebeu a visita de um jovem sacerdote italiano: Irmão Luís Larunna foi enviado pela Arquidiocese de Milão (Itália) para inspecionar os trabalhos eclesiásticos realizados na região Amazônica, como forma de acompanhar as ações assistenciais atividades da Igreja Católica nas comunidades menos privilegiadas pelo Poder Público. As visitas resultaram em um extenso relatório preparado pelo Irmão Larunna e posteriormente entregue ao Papa Pio XII.

Após a criação do Território Federal do Amapá (setembro de 1943), os trabalhos no Campanário de Santana continuam sendo mantidos pelos missionários da Sagrada Família até dezembro de 1948, quando os primeiros padres chegaram ao Amapá, por determinação do Pontifício Instituto de Missões Estrangeiras (Pime) e meses depois criariam a Prelazia de Macapá, órgão que implantou autonomia sob as igrejas católicas espalhadas por todo Território amapaense.

Nota do Pesquisador do Blog: Tais informações aqui descritas se limitam a não-apontar qualquer envolvimento de religiosos com a crença Nazista, pois, os missionários enviados para a região amazônica eram todos voltados para atividades ligadas à religiosidade ou comunitária, independente de sua nacionalidade.


As “estórias” levadas pelos moradores da Ilha de Santana (Amapá), ao longo das gerações, surgiram em virtude de pessoas que conviveram nas proximidades do antigo Campanário dos Missionários e achavam que o comportamento restrito do padre Bahour (nascido na Alemanha Ocidental) se descrevia com um correligionário nazista que buscava implantar essa ideologia partidária na Amazônia. Mas nenhum desses relatos foi comprovadamente documentado para maiores confirmações.


Existem registros esporádicos da Marinha Brasileira sobre o submarino alemão U-590, afundado na manhã de 09 de julho de 1943, no litoral do Amapá, por aviões dos EUA, tendo sido o torpedeador do mercante Pelotaslóide, onde um relatório náutico, arquivado na Biblioteca Pública de Nova York, que descreve uma das possíveis razões desses europeus estarem em águas brasileiras. "Eles mantinham constantes contatos nacionalistas com mercadores, religiosos, empresários e pessoas anônimas" (pág. 224, do Relatório Náutico Norte-americano).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Lenda da "COBRA SOFIA"


O Boto Tucuxi apaixonou-se pela indiazinha, possuindo-a através de um encantamento.



Há muito tempo, em uma aldeia próxima à Ilha de Santana, vivia Icorã, uma índia de olhos cor-de-mel e muito linda. A beleza da índia, incomparável entre todas as mulheres da tribo, transformava em suplício sua felicidade. É que pela formosura Icorã era cortejada pelos bravos, ao mesmo tempo em que estava destinada ao Deus Tupã quando estivesse em idade apropriada. Prisioneira de sua beleza, a indiazinha vivia muito triste, rara vezes deixando a oca. Quando o fazia era para dirigir-se até a beira de um grande lago, à noite, para contar à lua seu sofrimento.

Certa noite, enquanto banhava-se ao luar, Icorã foi avistada pelo boto Tucuxi, que perdeu-se de amores por ela. Transformando-se em um cisne, Tucuxi aproximou-se da indiazinha, possuindo-a através de um encantamento. Meses depois Icorã sentiu a prenhez em suas entranhas e só então descobriu que aquele cisne lindo com quem brincara no lago era na verdade um boto.

Mortificada de remorsos Icorã embrenhou-se nas matas, permanecendo longe de tudo e de todos para ter a criança. Quando as dores vieram e a indiazinha teve seu rebento, deu-lhe o nome de Sofia e atirou a criança no lago, na esperança que esta se afogasse e ninguém tomasse conhecimento de seu pecado. Depois retornou à aldeia, como se nada tivesse acontecido.

O boto Tucuxi, arrependido do que fez, transformou a criança em uma cobra d'água, evitando assim sua morte. Muito tempo passou e certo dia, quando Icorã encontrava-se à beira do lago, sentiu as águas se revolverem e viu quando uma cobra imensa, de estranhos olhos cor-de-mel, deixou seu refúgio. Era a Cobra Sofia, que procurava águas profundas para acomodar-se. Os sulcos deixados durante o trajeto, dizem as lendas, formaram o Rio Matapí.

Sofia, acreditam os mais antigos, parou para descansar onde hoje fica localizado o antigo Porto da mineradora ICOMI, na área urbana do município de Santana. Há alguns anos (mais precisamente em Outubro de 1993), uma grande parte daquela plataforma desabou por força de uma misteriosa onda d'água que se formou no início do Rio Matapí e terminando na embocadura do Rio Amazonas. Dizem que foi a Cobra Sofia que moveu-se durante o sono.


Fonte: Livro "Mitos e Lendas do Amapá", 3ª Edição, 2006, do jornalista Joseli Dias, página 10-11.

terça-feira, 7 de junho de 2011

História do Legislativo Santanense (VI)

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), pelo menos 59.862 pessoas estiveram aptas e votaram de maneira democrática na escolha dos 10 vereadores que ficariam à frente da 6ª legislatura santanense, eleito no dia 05 de outubro de 2008. Das 170 seções distribuídas nas áreas urbanas e rurais do município, 04 apresentaram problemas técnicos e tiveram que ser substituídas pelo sistema manual de votação (urnas de pano). Os novos vereadores foram:


Roseli de Araújo Corrêa (DEM)
José Roberto Afonso Pantoja (PT)
José Luiz Nogueira de Souza (PT)
Robson Santana Rocha Freires (PTB)
Fábio José dos Santos (PMDB)
Jailson Gilson Soares Nunes (PDT)
Josivaldo dos Santos Abrantes (PSDB)
Mário leonardo Veloso Silva (PTB)
Adelson Borges Rocha (PPS)
Robson Roger Cordeiro Coutinho (PPS)



FATOS QUE MARCARAM ESTA LEGISLATURA:


* Em 10 de dezembro de 2009, ocorre a inauguração do novo prédio da Câmara Municipal de Vereadores de Santana, obra tão esperada pelos poderes Executivo e Legislativo do município, e vinha se prolongando há quase duas décadas, funcionando agora na Rua Ubaldo Figueira, canto com a Praça Cívica de Santana;

* Em 1º de Julho de 2010, policiais civis comandados pelos delegados Sávio Alves Pinto e Jurandir Bentes cumpriram um mandato de busca e apreensão de documentos dentro do prédio da Câmara de Vereadores de Santana. Durante a operação, os policiais procuraram por documentos na Secretarias Legislativa e de Finanças e, mesmo não sendo alvo da operação, estiveram ainda no gabinete do vereador Fábio José.
A ação fez parte de uma investigação iniciada em junho de 2009 e de um inquérito aberto em outubro do mesmo ano pelo Ministério Público Estadual, referente a denuncias de falsidade ideológica dentro daquela Casa de Leis. De acordo com a denúncia apresentada em 2009 ao Ministério Público, o secretário legislativo da Câmara Municipal de Santana nomeado era uma pessoa, porém quem exercia o cargo era outra que inclusive é funcionário público estadual. O ocupante ilegal do cargo assinava a documentação como sendo o nomeado.
Além das provas, a policia apreendeu ainda material pornográfico na Secretaria Legislativa e detectou outras irregularidades na Secretaria de Finanças como, por exemplo, uma relação de pagamentos onde aparecem várias vezes o nome de um único vereador.
Os delegados precisaram requisitar os serviços de um chaveiro chamado na hora para abrir a sala da secretaria de finanças. O secretário, Sérgio Coutinho, não compareceu ao prédio e também não enviou a chave do setor.
Durante a operação um servidor lotado no gabinete do vice-presidente da câmara, Fabio José, foi preso. Enquanto era realizada a busca por documentos na sala das duas secretarias o referido servidor, de forma insistente, tentou entrar por duas vezes no gabinete do vereador, chegando inclusive a trocar de roupa para enganar os policiais. Devido a atitude suspeita o servido acabou preso e o gabinete averiguado. (fonte www.carloslobato.com.br)

* A Professora Roseli de Araújo Corrêa (DEM) não conseguiu se reeleger para o cargo de Deputada Estadual em 2006, o que obrigou seu partido a lançá-la novamente ao cargo de vereadora santanense, sendo a mais votada para esta legislatura. Porém, esse mesmo resultado eleitoral ajudou Roseli Corrêa na reviravolta para a Assembléia Legislativa do Amapá em outubro de 2010, sendo novamente cotada para a vaga de Deputada Estadual. Sua vaga foi repassada para seu 1º suplente Ronilson Barriga;


* O vereador José Roberto Afonso também teve que repassar sua vaga no legislativo santanense para o suplente Richard Madureira (PT), devido ter assumido a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (em 03 de janeiro de 2011), a convite do governador do Amapá Camilo Capiberibe (PSB), respeitando a Lei Federal nº 0320/88 que proíbe o acúmulo de cargos públicos nos órgãos estaduais ou federais;

terça-feira, 31 de maio de 2011

História do Legislativo Santanense (V)

A campanha eleitoral na 5ª legislatura municipal (2005-2008) sofreu diversas mudanças. Uma resolução aprovada em novembro de 2004, pelos Desembargadores do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), passou a “alinhar” demograficamente as cidades brasileiras de acordo com a quantidade limitada de vereadores. Ou seja, haveria agora um número determinado de vereadores para um limite populacional.

Como a cidade de Santana (AP) já chegava à margem de 100 mil habitantes, ficou acertado pelo TSE que ficariam 10 vereadores para representar politicamente o município. Os vereadores eleitos foram:

Luiz Nunes de Melo (PPS)
Diogo de Souza Ramalho (PL)
Claudomiro de Moraes Guedes (PTB)
Mário Leonardo Veloso Silva (PDT)
Edinardo Tavares de Souza (PL)
Francisco do Carmo Souza de Oliveira (PFL)
Joucier Chaves Pinto (PTdoB)
Nilton Luiz Cabral Tork (PMDB)
José Luiz Nogueira de Souza (PT)
Rubernei Monte do Carmo (PCdoB)


Um fato que se tornou destaque nessa legislatura aconteceu no dia 22 de fevereiro de 2007, quando, numa sessão tumultuada na Câmara de Vereadores de Santana, o vereador Francisco do Carmo Oliveira (conhecido por “Griti”) teve seu mandato legislativo cassado conforme anunciado pela Mesa Diretora daquela Casa de Leis. Seu cargo é repassado ao suplente Francisco Jeová (PPS), que foi o autor de uma denúncia impetrada no Ministério Público Estadual contra o vereador “Griti”, após constatar uma quantidade alta de ausências do parlamentar em sessões ordinárias e extraordinárias realizadas na Câmara de Vereadores de Santana durante o ano de 2006.

Acompanhado de sua advogada Keila Fáscio, Francisco do Carmo “Griti” apresentou à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Santana o laudo justificando os principais motivos que lhe levaram a obter o citado número excessivo de faltas durante as sessões semanais da CMS, porém, não foram satisfatórios para a Mesa Legisladora que estava formada pelos vereadores Claudomiro Guedes (Presidente da CMS), Mário Leonardo (PFL) e Diogo Ramalho (sem partido). Após a decisao lida, o vereador denunciado recorre judicialmente da sentença tomada pelo Ministério Público do Amapá. (ver Jornal dos Municípios, edição 418, de 27/02/2007)

Porém, em 09 de março corrente, amparado por uma decisão do Juiz Marco Miranda, da Comarca de Santana, o vereador Francisco do Carmo “Griti” voltou a assumir o cargo legislativo em foi cassado. No entendimento do Juiz Marco Miranda, houve irregularidades no processo que extinguiu o seu mandato.

História do Legislativo Santanense (IV)

A primeira Legislatura Municipal do século XXI foi bastante concorrida (2001-2004). Dos mais de 120 candidatos que concorreram pelas vagas – que acabaram sendo ampliadas por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente 13 novos vereadores foram eleitos.

No entanto, durante o pleito dos 04 anos, houve duas (02) substituições no legislativo: Em 2002, os vereadores santanenses José Antônio Nogueira e Roseli Corrêa foram eleitos deputado federal e estadual, respectivamente, passando seus cargos para seus suplentes.

Os vereadores eleitos em 05 de outubro de 2000 foram:

Mário Leonardo Veloso (PSD)
José Antônio Nogueira de Souza (PT)
José Antônio Nogueira de Souza (PT)
Josivaldo Santos Abrantes (PSDB)
Diogo de Souza Ramalho (PL)
Roseli de Araújo Correa (PCdoB)
Ranolfo Ferreira Gato Neto (PFL)
Claudomiro de Moraes Guedes (PSDB)
Odenilson Marques Pereira (PSB)
José Vicente da Silva Marques (PFL)
Paulo Sérgio Lobato Nunes (PL)
Ester de Paula de Araújo (PDT)
Paulo Sérgio da Silva Melo (PFL)
Waldon Chaves dos Santos (PT do B)


- Foram substituídos em 2002:

* Francisco Jeová Sá da Silva (PC do B), substituindo Roseli de Araújo Corrêa, que se elegeu deputada estadual;

* Aroldo de Melo Vasconcelos (PSB), substituindo o professor José Antônio Nogueira de Souza, eleito deputado federal.