Possuindo um incomensurável acervo de informações históricas, passando de 11 mil assuntos (entre eles, mais de 300 dados biográficos de pioneiros santanenses e mais de 500 fotos históricas que registram o crescimento demográfico e social da cidade portuária do Amapá).



domingo, 27 de junho de 2010

CHEGADA DE ENERGIA ELÉTRICA EM SANTANA (I)

Segundo informações que me foram repassadas pelo saudoso professor-pesquisador Estácio Vidal Picanço, natural da região do baixo Matapí, havia um motor de 4.000 velas de potência cedido por alguns técnicos da Indústria e Comércio de Minérios Ltda. (ICOMI) usado no início da década de 1950, enquanto os mesmos faziam estudos para a implantação da empresa na região.
O motor fora instalado em um galpão construído improvisadamente na beira do rio Amazonas, fornecendo energia elétrica por 4hs diárias, somente para a montagem de pequenas estruturas metálicas e iluminação noturna.
Em abril de 1955, o técnico-ferroviário da ICOMI, Dr. Halp Medellin, considerado um dos grandes mentores, responsáveis pela construção da Estrada de Ferro, ligando o Porto de Santana às minas manganíferas de Serra do Navio, auxiliou na instalação de um gerador de propulsão que abastecia alguns motores eletromecânicos na mineradora, agilizando assim, na montagem da fábrica de escoamento de manganês e geração das máquinas de embarque de minério.
Esse gerador de propulsão foi ampliado no mesmo ano, para que pudesse assegurar bons êxitos nos testes finais de escoamento e embarque de manganês nos cargueiros de bandeiras nacionais e internacionais que atracavam em Porto de Santana.
Com apoio do Decreto Federal nº 44.997 do dia 03 de dezembro de 1958, a ICOMI pôde instalar uma Usina Termelétrica em seu Porto Industrial, vindo simultaneamente a fornecer luz elétrica para o canteiro de obras da Vila Amazonas.
Em seu primeiro plano urbanístico para Santana, coordenado pelo arquiteto paulista Oswaldo Bratker, contratado pelo Grupo CAEMI para projetar somente as Vilas operárias de Serra do Navio e Amazonas (em Santana), foi apresentado em planta topográfica a implantação de 48 postes de concreto, interligando a Vila Amazonas e as instalações portuárias da ICOMI, composto de uma rede elétrica com 1.250m de fiação. Também incluía a rede interna de iluminação noturna da mineradora.

(continua ...)

DOCUMENTÁRIO PARA OS INTERESSADOS

Comemorando as três décadas de instalação do fornecimento de energia elétrica 24 horas para o município de Santana, preparei um extenso e valioso documentário de 05 capítulos que registra os primórdios da instalação desse serviço na região portuária do Amapá.
Quem desejar utilizá-lo para trabalhos escolares e/ou externos, apenas entre em contato com o autor para evitar problemas futuros.

Agradeço, Emanoel Jordânio.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ORFANATO "SÃO JOSÉ" - EDUCANDÁRIO PIONEIRO DO AMAPÁ

Construído em 1949, em Ilha de Santana, foi idealizado pelo padre italiano Simão Corridori para abrigar filhos de famílias carentes que residiam na região. O projeto de implantação dessa entidade deu-se através de algumas visitas feitas pelo padre Corridori por localidades e vilarejos ribeirinhos situados na região amazônica, onde o religioso concluiu a necessidade de uma melhor “infra-estrutura” com relação ao setor educacional do povo rural, ou seja, a construção de grupos escolares ampliaria as oportunidades de ensino.
Em abril de 1949, padre Simão Corridori fez sua primeira visita à Ilha de Santana, onde realizou comunhão pascal, procissão e novena, além de casamentos e batizados. A população da localidade chegava em 30 famílias espalhadas, contendo uma escola rural, uma casa de saúde e uma pequena Capela, esta dedicada à Nossa Senhora de Sant’ Anna.
Um pouco afastado dessa povoação que o padre Simão adquiriu uma extensa área de terras da Prelazia de Macapá, onde antes funcionava a antiga Casa dos Padres da Sagrada Família, para ali dar início ao projeto de construção do Orfanato “São José”.
Em 23 de julho de 1949, o jornal “Amapá”, em sua edição 228, publica os Estatutos do futuro Orfanato “São José”, ainda em fase de construção. Em 25 de outubro desse mesmo ano, padre Simão passa a residir fixamente na Ilha de Santana, iniciando de imediato os trabalhos de adaptação do local eclesiástico para o funcionamento da entidade. O local também era conhecido pelos ribeirinhos de “Ponta do Pimental” ou “Santa Maria”.
No início do ano de 1950, já estavam construídos 04 prédios, onde funcionariam o ensino primário, o corpo docente, a cozinha (e a cantina) e uma área para o lazer. Em março desse mesmo ano, 18 órfãos desamparados foram trazidos para o Orfanato, iniciando os trabalhos de cuidados pessoais e morais.
Não demorou para que o local se tornasse uma “cidade” de amparo aos órfãos carentes da região, chegando a acomodar 41 crianças em 1952.
Através desse trabalho de amparo que, em 24 de novembro de 1952, o Orfanato “São José” foi matriculado na Divisão de Educação do Território Federal do Amapá, registrando-se no Conselho Nacional do Serviço Social, sob o nº 3.806 desse dia.
Em dezembro de 1954, pelo menos 45 crianças já estavam no referido Orfanato, o que obrigou o seu primeiro Diretor e fundador, Padre Simão Corridori, a investir na instalação de máquinas de marcenaria, para a produção de moveis, motivando na rápida ampliação de encomendas locais.
Com a lamentável morte de seu fundador (Simão Corridori) – ocorrida em 09 de janeiro de 1957 –, o Orfanato passa a ser dirigido pelo padre Mário Fossati a partir de 29 de julho do mesmo ano. Apesar de um bom trabalho social e a expansão do local para acomodar novos internos, padre Mário viu que a entidade sofria com a carência de recursos para continuar com o tal trabalho.
Em fevereiro de 1961, a Prelazia de Macapá envia o padre Ângelo Biraghi para auxiliar o padre Mário nos trabalhos educacionais do Orfanato, mas observa a carência de internos (que não chegavam a 15) prejudicava a continuação dos trabalhos, o que levou a Prelazia a decidir pelo desmantelamento do Orfanato, onde iniciou, em 04 de maio corrente, a venda dos animais ali criados (gado, ovelhas, galinhas) e posteriormente das máquinas agrícolas e marcenaria, embarcadas no navio “São Raimundo” e levadas para Macapá.
Triste, o “irmão católico” Francisco Mazzoleni foi testemunha da venda desse material do Orfanato, pois, via acabar em nada todo seu trabalho ao lado do padre Simão Corridori desde sua implantação na Ilha de Santana em 1949.
Em 1º de maio de 1962, o Bispo de Macapá Dom Aristides Piróvano arrenda a última casa (um barracão), juntamente com o terreno, onde um dia funcionou o Orfanato “São José”, para o barqueiro Amador Primavera da Silva, apagando, assim, a trajetória de uma das primeiras entidades de ensino da Ilha de Santana.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

INFORME DO BLOG

Venho informar aos nossos internautas que voltamos a publicar algumas datas históricas no jornal semanal "SANTANA AGORA", com a colaboração do colega Sanderley Lobato. Passe toda sexta-feira nas bancas da cidade e adquira um exemplar. Também quero deixar um convite aos interessados que estamos dando auxílio para estudantes e universitários que estejam buscando informações históricas sobre nossa cidade e o restante do Estado do Amapá, basta entrar em contato por e-mail abaixo ou pelo celular. Sendo que todo e qualquer tipo de trabalho pedagógico vem contendo as fontes bibliográficas para quem desejar outras consultas extras.
Somente em meu arquivo particular, tenho mais de 7 mil dados históricas sobre nossa cidade portuária, isso sem contar nas dezenas de fotos e vídeos exibidos por emissoras locais e em rede nacional.

Contato: ejordanio@bol.com.br
santana.amapa@bol.com.br

Celular: (96) 9114-7506

30 de Abril

1974 - Kombis que fazem linha Macapá-Santana saem de circulação, dando lugar para a primeira frota de oletivos (ônibus) que fariam o itinerário, vindos da empresa "Boa Esperança".

1996 - Inaugurado o prédio do Ministério Público no município de Santana, com a presença de diversas autoridades locais e populares.

29 de Abril

1987 - Inaugurado o sistema de iluminação pública da Praça de Esportes do bairro Nova Brasília, contando com a presença do assessor das Minas e Energia, Senhor Francisco Azambuja.

1993 - Prefeito de Santana Geovani Borge anuncia a demissão de cerca de 200 servidores municipais do contrato administrativo, alegando não ter mais condições de "aguentá-los" no quadro da Prefeitura.

28 de Abril

1984 - É criado na Escola Municipal de 1º Grau Padre Simão Corridori, o Centro Cívico "Cabralzinho"

2001 - Realizado na Escola Estadual Anníbal Barcellos (atual Escola Almirante Barroso), o Projeto de Ação Social que visa proporcionar à comunidade oportunidades em ações na escola.

2001 - Aumento na tarifa da passagem dos coletivos (ônibus) intermunicipais Macapá-Santana de R$ 1,36 para R$ 1,50.